Chamado estéril
Em meio à roda que me leva ao acaso do destino
Me chamam...
De que?
Quem será aquele que me chama?
Quem será aquele que é chamado?
Do que será que é feito o que é chamado?
Pois ele é estranho a mim...
Não consigo ser chamado
Pois sou estranho à falta de intensidade
Sou estranho à falta de arbitrariedade
Mesmo assim, me chamam...
Quem sabe porque não são dignos
De empunhar sua espada contra mim.
Assim, simplesmente me chamam
Com suposta virtuosidade
E os ecos de seu chamado
Ecoam na minha doença
E voltam sempre a mim
Assim que os expulso
Tenho que superar aquele que da primeira vez ouviu ser chamado...
Escrito por Marcel às 17h10
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