Espelhos Poéticos


Como é possível

Que a borboleta que pousa

Na flor na beleza

Não se funda à ela

Num mundo de eterno

Deleite infernal...



Escrito por Marcel às 19h45
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Sereias aladas

Sereias aladas

Caladas diante do verso

Universo inverso

Por onde grita o bando, andando

De mãos plenas, dadas

Raspadas com som do sol

Solitária míngua

Línguas que constroem o prazer

Ser com o espelho

Velho mar de luas paradas

De mãos dadas, plenas

Arenas do amor e da dor

Fulgor de energia

Cenas de dançares, calçadas

Olhares, desejo

Ensejo que quer libertar

Dar a plenitude

Atitude resignada

Controlada paz

Desfaz o encanto, mulher

Num canto das pernas

Tavernas de longo sentir

Fugir, desespero

Esperança de ouvir cantar

Dançar aos meus olhos

Convalescer junto ao meu corpo

Que vê e anseia

Imergir a sereia alada

Escrito por Marcel às 19h12
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Teatro de dores e prazeres

Participa e sente

De um espetáculo incontrolável

O destruidor das morais

 

            Reconhece a si mesmo

            Com jubilosa descrença

            Das máscaras do crer no nada

 

Julga, controles inativos

Beijando as bocas de sangue

As vísceras libertas

 

            Não sentir o Bem nem o Mal

            Dançar com altos pássaros

            Com os pés invertidos

 

Alimenta limpos amores

Prazer de doce sentir

Merdas sem metafísicas

 

Ouve desesperadamente

Criação de uma tragédia

Os gritos fisiológicos

 

Fala ao pé do ouvido da vida

O segredo inaudito

Loucura sem pudor

 

            Goza sensações de prazer

            Domina com asas leves

            Cria e mata a vida



Escrito por Marcel às 16h36
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Dia que se segue à morte

Dia que jaz nos movimentos

           

Águas claras e límpidas a gerar...

                                                            Contemplação

 

Vida inútil

Comer alegrias e saúdes

            Calmo...

                        Respiro egoisticamente

 

Necessidade de energia

 

Troca de favores com o acaso

Teatro dos pesados sentidos da dança

 

            Responsável pelas lanças

            Olhos que miram

                                                            Mulher

 

Nuvens de pecados imortais

Pedras que se lançam às chamas

            Fato...

                        Reconheço com júbilo

 

                                                            Amor

                                                                        Descalço                                                                                                                                                          Energia...!

Escrito por Marcel às 01h41
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