Depois da noite escura, de brilhantes medos, convalesce e dançarino dos ares. Vejam suas pernas, que o conduzem ao caminho do excesso, da força; suas mãos, expressando gestos de loucura; seus olhos apontando para longe e para perto num só momento; suas pálpebras propiciando a superação de si mesmo, permitindo a efêmera visão da nitidez das coisas. E agora ele tudo esqueceu; esqueceu até mesmo que havia outrora fechado os olhos e convalescido num movimento lentamente tênue que permitiu que chegassem a ele os raios iluminados da noite eterna. Novamente o peso se instala em suas costas e novamente ele deve galgar espaços no caminho do nada, do efêmero, do irracional. Esta é a verdadeira revolução, aquela que faz tudo voltar como era antes. Fecha-se o ciclo de múltiplas dimensões. E quantas vezes ainda isso irá acontecer? Eternamente e em apenas um momento. Fluxos/refluxos do sagrado, do altivo rito do homem na terra. Eternamente... Nunca... e Agora...
Escrito por Marcel às 00h21
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